A Existência se fez muito pesada naquele momento. A tentativa de absolutismo fazia da vida um inferno. Nada fluía, tudo era difícil, quente, estafante. Não rara era a corrupção para conseguir intentos pessoais que no final só serviam para aumentar o volume da Criação. Era como se fosse o Mickey e suas vassouras com balde d'água em trabalhos imparáveis e transbordantes.
O Nada significava um alívio, uma saída. A não-informação era uma escapada ao totalitarismo que as circunstâncias impunham. E realmente ganhou adeptos imediatos, que na verdade nem queriam dexistir, mas tampouco viam grande vantagem na Existência. Foi, portanto, a própria dinâmica inflacionária da Criação que acabou por ruí-la.
O vácuo se formou. Pouco a pouco todo aquele excesso, aquela desnecessidade se fizeram perceptíveis. Alguns apocalípiticos viam sinais do fim do universo. Realmente todo câmbio traz consigo insegurança e, calro, toda insegurança é propriciada por algum medo.
Fato é que o fenômeno da dexistência começou a equilibrar as coisas e fazer ver à criação que o Universo está feito disso: do equilíbrio. E a regra número um estava criada: "Nada existe em absoluto".
Os profetas do equilíbrio se prolifereram. O Nada, antes tido como inimigo, agora era visto como um fator essencial para a Criação. Foi assim que se chegou às tres dimensões conhecidas. Foi assim que se chegou a um número limitado de elementos químicos. Foi assim que se delimitou o espaço gravitacional entre núcleos e elétrons. Foi assim que o Universo chegou ao seu formato contemporâneo. (continua...)
domingo, 10 de fevereiro de 2008
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